No segundo dia, acordamos, mandamos aquele café-da-matina e seguimos viagem em direção à Costa do Gargano, que diziam ser muito bonita.
E de fato era. Como o Possa havia comprado um GPS, usamos caminhos alternativos (leia sem pedágio). O preço foi mais tempo na estrada, que talvez tenha feito alguma diferença no fim do dia, na última cidade, já que estava escurecendo e ...(depois eu conto isso).
A primeira parada foi em um dos grandes lagos, o Lago di Lesina. Olhamos e nem tivemos vontade de descer do carro. "Era isso?". "Bom, calma pode ser que seja só esse...".
Pausa.... Claro, faltou eu apresentar os viajantes. O Possa você já deve conhecer do primeiro email. Meu amigo que já está aqui em Roma há mais de 6 meses. O Dragoni (Thiago) é outro amigo de velha data e que agora é meu companheiro de quarto em Roma. O terceiro (e último porque o carro é muito pequeno!) é o Tiago Marcon, que apesar de ser da FAU, só o conhecemos aqui.
Continuando... o outro lago era bem mais legal. O Marcon foi o único a entrar no segundo lago (Lago di Varano). Não estava frio. Aliás, foi um dos pontos que nos fez decidir ir pro sul: pegar algum sol. Enquanto o Marcon brincava ali na margem bem próxima, eu e o Dragoni tirávamos fotos. E o Possa fazia amizade com um francês X que morava na Itália há um tempo e tava doido pra contar a História da Sua Vida...
O caminho foi ficando cada vez mais bonito. Parecia uns cenários do Rio, ou mesmo do litoral norte de São Paulo, que conforme sobe umas montanhas, da estrada dá pra ver o mar. Não teve como não parar ali e fazer umas fotos. Ainda mais com uma cidade muito loka (leia linda) branca quase se debruçando sobre o penhasco. O nome desta cidade era Peschici, mas com peso na consciência resolvemos não parar na cidade porque ainda faltava muito chão pela frente.
Mas em Vieste paramos. Genial. Também branca, muito branca. A cidade inteira. Um puta contraste com o céu azul. Animal! Era pequena, nem dava graça de se perder nela. Achamos o primeiro castelo (pelo menos que eu já tinha visto). Pequeno também, mas não pudemos entrar porque era do exército.
Nela também me senti bem burro porque acabou a bateria da minha câmera!!!!!!! AH!!!!!!!!! Tah, eu tinha uma reserva, mas sei lá porque estava com pau (a carga durou menos de duas fotos!). Fiquei sem as fotos daqui pra frente. Estava com minha compacta velha de guerra, mas sua bateria quis durar 15 minutos também.... Fotos só com os olhos.
Voltamos pra estrada e por nossa sorte estávamos com o GPS. Só nessas horas que conseguimos mensurar o valor de um aparelhinho desses. Fora as várias oportunidades que tivemos de nos perder (e não o fizemos por causa dele!), teve uma que foi mais claro. Pensando em economizar tempo, afinal, segundo nossa programação inicial, faltavam ainda Matinata e San Giovanni Rotondo e já estava escurecendo. Pode parecer idiota, mas a luz é muito fundamental pra conhecer um lugar. Suas cores, seus habitantes ocupando o espaço... Além disso, o cara do albergue em San Giovanni Rotondo ligou pro Possa dizendo que tínhamos que chegar até as 20h! Ah, obrigado por avisar agora!
Bom, entramos em um ponto esperando o GPS "reorganizar a rota" pra Matinata. Beleza, ele fez. Era uma estradinha em direção ao interior, cortando a curva que faríamos pela estrada normal beirando o mar. Ela foi ficando menor, menor... passamos por rebanho de cabras, andamos em pedras, desviamos de árvores descemos um barranco... e achamos q fomos longe demais. Sério, o Pandinha não ia aguentar! Voltamos.
Entramos em Matinata e descobrimos a cidade com maior expectativa de vida do mundo! Ou aquela hora era a saída do bingo, ou era dia de buscar a pensão... sério, não vi jovens ali. Claro, tudo isso olhando de dentro do carro, pois não tínhamos muito tempo pra explorá-la. É bem provável que seja impressão nossa, mas valeu pela piada.
A última parada (já quase sem luz) era a cidade do famoso Padre Pio, que é um santo "contemporâneo" (morreu em 1968) e exumado em 2008 (se preferir, veja este vídeo) muito popular aqui na Itália. Conhecido por ter chagas, curar enfermos e por, depois de 40 anos enterrado, não ter se decomposto! Este fenômeno é chamado de corpos incorruptos. Chegamos lá achando que iríamos vê-lo, mas ele estava em outra câmara. Pra ver alguma coisa, só no videozinho abaixo:
Por conta dele, San Giovanni Rotondo é muito visitada. Tem uma igreja moderna bem bonita. Coisas modernas aqui na Itália são estranhas! Mas a proposta arquitetônica é muito boa. Apesar de terem exagerado nos "dourados", e algumas passagens internas fazia parecer um templo egípcio.
Acabei passando um pouco mal no fim da visita à igreja. Dor de cabeça, não sei. Lavei o rosto e melhorei um pouco. Comemos um Kebab, muito comum pela Itália e fomos dormir.
Aliás, que frio!
Olé


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